Exposição

December 18 2014
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COISAS QUE SÃO OPOSTAS À SOLIDÃO

Estar inteiro em uma situação
Essa situação precisa te deslocar
Antimônio = massa atômica 121,8 u. Elemento químico (símbolo Sb) de número atômico 51
Mudar com o processo
Luiz Henrique Vieira; Bruno Duque; RobertoBellini; Auto-algo; identificar-se; outro em mim – eu no outro
Encontrar uma forma de se expressar
Se expressar pode ser doloroso
Se transformar ao escutar
Sentir preocupação
Alexandre Rato; Warlei Desali; João Maciel; desprendimento; mistura livre; com liberdade
As pessoas serem lugares
Encontrar-se no estado sólido, transpirante ou pulsante, à temperatura ambiente
Renata Laguardia; Gustavo Maia; Manuel Carvalho; janelas de um mundo presente
Ser orientado
Intervir, interferir, Eduardo Recife
Sentir-se parte do coletivo
Conhecimento não contido
Estar com, Helder Profeta, estar para
Estar (d)entre livros
Fazer sentido: sentir
Expor-se


Uma exposição de arte pode ser um campo de conflitos. Um campo onde coisas que não necessariamente se juntariam, juntam-se. E assim, esse campo de conflitos pode ser um chão de
discussão, de comparação, de ajuntamento, de experiências e de saberes. Conflitar-se...
A exposição coletiva Antimônio reúne os artistas Alexandre Rato, Bruno Duque, Luiz Henrique
Vieira, Eduardo Recife, Gustavo Maia, Helder Profeta, João Maciel, Manuel Carvalho, Renata Laguardia, Roberto Bellini e Warley Desali num emaranhado de possibilidades que se aproximam em subconjuntos, mas que não se completam, preservando a individualidade de cada obra trazida para a mostra. Sem forçar conexões, encontra-se uma palavra que sintetiza a ligação presente nessa exposição: Antimônio = oposto à solidão.
A mostra é a primeira coletiva da Galeria Mama/Cadela nessa nova proposta. Eu a chamaria de faxina... percebendo a fluidez de algo que se transforma, sendo obras, trabalhos,
intenções e  palavras ao prazer de tirar as coisas do lugar e ir (re)conhecendo coisas perdidas... é possível sentir entradas e retiradas de pensamentos, o encantamento de ver a construção e o cheiro do novo impregnado ao essencial. A exposição é um convite a deter-se diante de
cada obra e sentir-se junto, acompanhado, presente e não-só. Convida a cada expectador/participante a responder a pergunta: o que pode ser oposto à solidão? Onde todas as respostas são bem-vindas e te permite contaminar por um universo particular das definições de conceitos, fantasioso e pertencente à cada indivíduo.

Maria Clara Rocha