Transgressões na memória

February 16 2016
Fitting-12485828_1213328162015281_8793845438527523555_o
A Galeria de Arte Mama/Cadela inaugura no dia 23 de janeiro a exposição “Transgressões na Memória”, do Grupo GR – O Grande Livro de Artistas. 

Com obras em variadas linguagens e técnicas, os doze artistas que formam o grupo buscaram, em sua escrita interior, as razões ligadas à memória para transgredir e violar padrões. O resultado é um conjunto de pinturas, desenhos, instalações, peças em cerâmica e outras obras distribuídas em cinco salas, sugerindo uma leitura sobre o aspecto não linear dos registros e das memórias.

Entre as obras expostas estão os trabalhos de Maria Ignez Biagioni, com o desenho sobre toolbox; as telas em preto e branco baseadas em fotografias de varais de Anésia Nascimento; a série de pinturas “Quarador de Estrelas”, de Cristina Machado; o desenho escultórico de Diana Murta, feito com costuras e bordados sobre panos e peças de roupa; e as cerâmicas de Anahata e Ttê. Além destas obras, estão incluídos também os trabalhos de Deise Oliveira com fotografias e aquarelas, Goretti Gomide com grande painel de desenho, Clarete Santos com pinturas e Fred Mendes com uma técnica mista onde dialoga com pintura, colagens e desenho. 

A principal peça da exposição é o Grande Rolo, um enorme carretel de madeira no qual se enrolam imagens impressas em pano, que retratam e representam as produções e pensamentos que os artistas desenvolvem juntos, enquanto grupo, desde 2013. Esta peça estará em exposição na primeira das quatro salas que compõem a mostra, dando o tom do sentido daquilo que une os diferentes artistas do Grupo GR.

A artista Sonia Assis, que trabalha com desenhos sobre papel e instalações, explica que o importante nos usos propostos da arte contemporânea é que a linguagem facilite a expressão daquilo que o artista pretende. “A transgressão da memória é trabalhar com aquilo que é residual em mim. O resultado é uma exposição que foge do óbvio, uma série de trabalhos que vivem um passado no presente e um presente que exala o futuro”, explica.

Entre as lembranças que constroem os trabalhos estão memórias de família, de pesquisas, do som da terra e de viagens, passando por objetos do cotidiano, como caçambas, roupas e varais. A exposição “Transgressões na Memória” fica disponível na Galeria de Arte Mama Cadela até o dia 23 de fevereiro.